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Sanções dos EUA pressionam o Irã, mas bancos chineses podem acabar pagando a conta

Sanções dos EUA pressionam o Irã, mas bancos chineses podem acabar pagando a conta

O Irã advertiu os países vizinhos de que, se eles aderirem à nova campanha de sanções dos EUA, o país retaliará em grande escala. O apoio às restrições americanas transformará automaticamente os países vizinhos em inimigos da República e colocará seus interesses diretamente em risco.

A retórica intransigente antecedeu um discurso previsto do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Na segunda-feira, a administração Trump já havia anunciado que apresentaria um pacote de medidas que a Casa Branca descreveu como as sanções mais duras da história contra o Irã.

A Ásia é o principal alvo da nova pressão. Washington pretende atingir refinarias chinesas independentes que compram petróleo iraniano e os principais bancos chineses que processam esses pagamentos. Em 2025, Pequim comprou mais de 80% de todas as exportações marítimas de petróleo iraniano. Assim, as sanções secundárias dos EUA podem desencadear fortes contramedidas por parte das autoridades chinesas.

As autoridades iranianas reconhecem a gravidade da situação. O presidente Masoud Pezeshkian descreveu o conflito como uma “guerra econômica em grande escala” e pediu o fim do impasse de “nem guerra nem paz”, que bloqueou efetivamente o fluxo de investimentos. Enquanto figuras moderadas, como Pezeshkian e o presidente do Parlamento, buscam opções diplomáticas para salvar a economia, a ala conservadora continua exigindo uma escalada militar.

Diante do impasse diplomático, o Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado. Teerã se recusa a reabrir essa importante rota marítima até que o bloqueio naval dos Estados Unidos contra seus portos seja totalmente suspenso, permitindo apenas a passagem de embarcações isoladas. Segundo o Departamento de Energia dos EUA, o volume de petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz já despencou mais da metade — de 20 milhões de barris por dia antes da guerra para 8 milhões de barris por dia.

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