Houthis apoiados pelo Irã abrem nova frente enquanto Washington intensifica a pressão econômica
O governo dos EUA anunciou o lançamento de um “Dia D econômico” contra o Irã. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que Washington está entrando na fase final do confronto e preparando as sanções mais duras da história. Ele alertou que qualquer país que mantenha laços de aliança com Teerã será automaticamente considerado um pária internacional. O anúncio oficial do pacote de restrições estava previsto para segunda-feira.
Teerã respondeu imediatamente. Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, advertiu que, se a guerra econômica continuar, a República Islâmica retaliará: nem uma única gota de petróleo sairá do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz.
A nova escalada ocorre em meio ao colapso dos acordos de paz de junho. Embora o governo Trump declare publicamente uma vitória decisiva sobre o Irã e a segurança das rotas comerciais, os dados concretos contam uma história diferente. A atividade de navegação no Estreito de Ormuz caiu para níveis insignificantes, já que os armadores temem enviar petroleiros para uma zona de potencial ataque.
Ao final do sexto mês do conflito, a geografia da crise se ampliou. Em agosto, as forças houthis, apoiadas pelo Irã, abriram uma nova frente, declarando um bloqueio naval à Arábia Saudita e iniciando ataques à navegação comercial no Mar Vermelho. Teerã exige que Washington suspenda o bloqueio marítimo como condição para retomar o diálogo, mas a trégua de verão expirou e, até o momento, nenhum dos lados demonstrou iniciativa para prorrogá-la.