Trump e memes impulsionam o Bitcoin para US$ 80.000
O Bitcoin despertou de repente após meses de estagnação e disparou em direção à marca de US$ 80.000, registrando seu melhor ganho semanal em anos. Como observa a Bloomberg, a euforia voltou ao mercado de criptomoedas: os investidores voltaram a incentivar os detentores a manter suas moedas a qualquer custo, enquanto o CEO da MicroStrategy, Michael Saylor, tem publicado ativamente memes gerados por IA aconselhando as pessoas a ignorarem o ruído do mercado.
O impulso inicial veio do mercado financeiro tradicional. Os planos do Tesouro dos EUA de aumentar as recompras de títulos de longo prazo enfraqueceram o dólar. Diante do aumento da pressão fiscal, os investidores voltaram a apostar em ativos independentes do sistema monetário estatal. Até mesmo o bilionário Ray Dalio apoiou a tese macroeconômica favorável ao Bitcoin, apontando para a espiral de endividamento “insustentável” da economia americana.
A forte disparada desencadeou uma reação em cadeia clássica. Liquidações forçadas em massa de posições vendidas expulsaram os vendedores do mercado, provocando um forte aumento nas negociações à vista e atraindo mais de US$ 1 bilhão em novos recursos para os ETFs de Bitcoin. O cenário político também contribuiu para o otimismo: os pedidos de Donald Trump para que o Congresso aprovasse uma lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas, o Clarity Act, reduziram consideravelmente o prêmio de risco regulatório.
Os analistas relatam o maior volume de liquidações de posições vendidas desde 2021. O Standard Chartered afirma que, se o mercado voltar a se lembrar da rapidez com que os preços podem subir, o Bitcoin terá condições não apenas de romper a marca de US$ 100.000 até o fim do ano, mas também de testar US$ 126.000. Ainda assim, os especialistas alertam que a eliminação das posições vendidas, por si só, não é suficiente para garantir uma consolidação estável em uma nova faixa de preços — o mercado precisará de uma demanda consistente e fundamentada.