Inflação na zona do euro desacelera para 1,7%, menor nível desde setembro de 2024
A inflação anual da zona do euro desacelerou para 1,7% em janeiro de 2026, abaixo dos 2,0% registrados em dezembro, atingindo o menor nível desde setembro de 2024. O dado veio em linha com as expectativas do mercado e reforçou o cenário desinflacionário, impulsionando o euro acima de US$ 1,20. A redução das pressões sobre os preços aumenta a probabilidade de uma mudança na orientação da política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
A inflação de serviços recuou para 3,2%, o nível mais baixo em quatro meses, enquanto os preços de energia caíram 4,1%, após retração de 1,9% no mês anterior. Já a inflação núcleo, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou em 2,2%, o menor patamar desde outubro de 2021, ligeiramente abaixo da projeção de 2,3%.
Entre as principais economias do bloco, a inflação desacelerou na França (0,4%), Espanha (2,5%) e Itália (1,0%), enquanto na Alemanha houve aceleração para 2,1%.
Um fator adicional de desinflação foi a queda dos preços ao produtor. Em dezembro de 2025, o índice recuou 0,3% na comparação mensal e 1,7% em termos anuais, registrando a quarta queda consecutiva. Esse movimento confirma o enfraquecimento das pressões inflacionárias persistentes na região e cria um ambiente mais favorável a eventuais cortes de juros pelo BCE.