Inflação no Reino Unido acelera para máxima de vários meses devido às tarifas de energia
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) e a Bloomberg, a inflação anual ao consumidor do Reino Unido subiu para 2,9% em julho de 2026, ante 2,6% em junho, atingindo o nível mais alto dos últimos quatro meses. O principal fator responsável pela aceleração da inflação foi o aumento das contas de serviços públicos das famílias, após o regulador revisar o limite de preços da eletricidade e do gás. Ao mesmo tempo, a inflação subjacente (excluindo energia, alimentos, álcool e tabaco) permaneceu inalterada em 2,6%, enquanto a inflação do setor de serviços caiu de 3,6% para 3,4%.
Especialistas alertam para o agravamento da pressão sobre o padrão de vida no Reino Unido: outro aumento nas tarifas de energia é esperado em outubro, o que continuará elevando o custo de vida. Apesar das medidas do governo para reduzir a carga tributária sobre as contas de energia, novos aumentos nos preços da energia e rendimentos mais elevados dos títulos do governo britânico aumentam os riscos de uma desaceleração econômica e de custos mais elevados do serviço da dívida soberana.
A pressão inflacionária também persiste em nível pan-europeu, impulsionada pelo conflito em curso no Oriente Médio e pela volatilidade nos mercados de energia. O economista-chefe do BCE, Philip Lane, prevê que não será possível levar a inflação da zona do euro à meta de 2% em 2026 — o crescimento dos preços no bloco europeu deverá permanecer próximo de 3% até o final do ano.