EUA fecham brecha nas restrições à exportação de chips da Nvidia para empresas chinesas
O Departamento de Comércio dos EUA fechou uma importante brecha nas sanções ao proibir a venda de chips avançados de inteligência artificial da Nvidia e da AMD para subsidiárias estrangeiras de empresas chinesas. Em 31 de maio, o Departamento de Indústria e Segurança publicou uma decisão estabelecendo que a exportação de processadores para quaisquer entidades cuja controladora final esteja sediada na China passa a exigir uma licença especial do governo.
A medida reconhece, na prática, que, durante quase um ano, gigantes da tecnologia norte-americana conseguiram fornecer equipamentos avançados de IA a subsidiárias de empresas chinesas localizadas fora da China. Essa brecha permaneceu aberta porque Washington não implementou, em maio de 2025, a chamada “Regra de Difusão de IA” (AI Diffusion Rule), desenvolvida pelo governo Biden para impedir a contornação das restrições às exportações de tecnologia.
A política dos EUA para as exportações de tecnologia continua marcada por mudanças frequentes. Após as restrições iniciais adotadas durante o governo Biden, a administração de Donald Trump primeiro endureceu essas medidas e, posteriormente, flexibilizou parte delas, permitindo que a Nvidia vendesse chips de desempenho intermediário a dez empresas chinesas previamente autorizadas. Ainda assim, o mercado reagiu de forma limitada a esses gestos diplomáticos, com relatos indicando que apenas um número reduzido de transações foi realizado ao abrigo das novas licenças.
Enquanto os reguladores norte-americanos procuram corrigir lacunas existentes no regime de sanções, a China acelera o movimento em direção à autossuficiência tecnológica. O setor depende cada vez mais de recursos domésticos. Como exemplo, a DeepSeek, uma das principais startups chinesas de inteligência artificial, anunciou oficialmente que os seus modelos mais recentes de redes neurais são desenvolvidos e operados exclusivamente com equipamentos produzidos pela Huawei.