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O Banco Popular da China está comprando ouro enquanto as joalherias fecham as portas

O Banco Popular da China está comprando ouro enquanto as joalherias fecham as portas

O setor de ouro da China começou 2026 sob pressão: a produção doméstica caiu no primeiro trimestre, enquanto a demanda por investimento acelerou fortemente. Segundo a China Gold Association, a produção total — incluindo o processamento de matéria-prima importada — recuou 3,27%, totalizando 136,23 toneladas.

O maior impacto veio da mineração local, cuja produção despencou 7,08% após uma onda de inspeções de segurança e paralisações obrigatórias de operações. Em resposta, as empresas chinesas ampliaram agressivamente sua presença internacional: a produção proveniente de ativos no exterior saltou mais de 30%.

Investimentos em alta, joias em baixa

A estrutura da demanda interna passou por uma mudança radical. Embora a demanda total tenha aumentado 4,41%, alcançando 303,29 toneladas, os altos preços de mercado provocaram uma queda de 37,1% no setor de joalheria. Os consumidores, em grande parte, abandonaram a compra de joias em favor de barras e moedas físicas, cujas vendas dispararam 46,4%.

Reservas oficiais seguem crescendo

O Banco Popular da China (People’s Bank of China – PBOC) continuou ampliando suas reservas, adicionando mais 7,15 toneladas no trimestre. Ao fim de março, as reservas oficiais do país chegaram a 2.313,48 toneladas, mantendo a China na quinta posição entre os maiores detentores oficiais de ouro do mundo.

Analistas observam um desequilíbrio crescente: enquanto a pressão regulatória limita a oferta doméstica, a instabilidade dos mercados transforma o ouro no principal ativo de proteção tanto para famílias quanto para o próprio Estado. Esse cenário está levando a China a depender cada vez mais de fornecimento externo e de mineração internacional.

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