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Traders mantêm cautela e aguardam o fim do ultimato sobre o Estreito de Ormuz após Trump adiar os ataques

Traders mantêm cautela e aguardam o fim do ultimato sobre o Estreito de Ormuz após Trump adiar os ataques

Os traders de petróleo têm, em grande parte, ignorado o ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, após o adiamento, por cinco dias, de ataques à infraestrutura energética iraniana na sequência de uma rodada de negociações, informou a Bloomberg. Os participantes do mercado de petróleo adotaram uma postura neutra, aguardando o término do prazo de cinco dias, segundo o relatório. Os traders já precificaram, em grande medida, o risco de escalada verbal nas atuais cotações do petróleo, que atingiram níveis não vistos desde meados de 2022.

O analista de mercado Stefano Grasso afirmou que o mercado atingiu um estado de saturação de retórica e que ameaças como “destruição total” já estão refletidas em preços acima de três dígitos por barril.

Desde o início do confronto militar, a capitalização global dos mercados acionários caiu cerca de US$ 11,5 trilhões. Michael Brown, estrategista do Pepperstone Group, destacou que o nível de risco é elevado e pode ser caracterizado como um cenário binário, no qual ou as tensões diminuem ou ocorre uma escalada significativa, e que, diante disso, os participantes do mercado não podem ignorar esse risco crescente. A maioria dos investidores prefere reduzir posições enquanto aguarda o fim do prazo de cinco dias.

Os mercados globais de títulos perderam mais de US$ 2,5 trilhões em valor, enquanto o índice do dólar da Bloomberg subiu cerca de 2%. Gestores de fundos estão avaliando as possíveis consequências macroeconômicas caso os esforços diplomáticos falhem e ocorra um ataque à infraestrutura energética iraniana.

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