Veja também
08.09.2026 05:16 PMO Brent aproximou-se de US$ 100 por barril, avançando 0,7%. O WTI para entrega em outubro subiu 1,7%, para US$ 93,03. Os traders aguardam detalhes de um acordo entre Irã e Omã sobre a gestão do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, enquanto as fortes compras chinesas tornam o mercado ainda mais apertado.
Teerã disse que o acordo está próximo e incluirá uma rota segura temporária. A questão-chave agora é como Washington reagirá após os ataques a petroleiros iranianos no fim de semana. O Irã também advertiu que as embarcações correm risco de ataque nas proximidades de Omã — de modo que uma rota segura é anunciada paralelamente a ameaças na mesma área.
O principal conflito de interesses está no conteúdo do próprio acordo, que o mercado tem subestimado. Irã e Omã buscam formalizar o controle sobre o estreito e poderiam, eventualmente, cobrar taxas de trânsito. Os EUA, que vêm bloqueando portos iranianos para conter as exportações, querem o retorno ao status pré-conflito de livre navegação pelo Estreito de Ormuz. Não se trata de detalhes técnicos sobre as rotas, mas de saber se o estreito se tornará um corredor controlado por Teerã e sujeito à cobrança de taxas.
Nesse contexto, o Brent a US$ 100 é apenas uma questão de tempo, já que a incerteza sobre a reação dos EUA sustenta um prêmio de risco, enquanto o déficit físico de produtos derivados de petróleo continua. Parece claro que o acordo entre Irã e Omã, na forma proposta, não obterá o reconhecimento de Washington e que, em vez de uma desescalada, o mercado pode entrar em uma nova fase de tensão em torno da legitimidade da rota.
Outro ponto que não deve ser esquecido é o refino. O diesel e outros produtos refinados estão subindo muito mais rapidamente do que o petróleo bruto, gerando pressão adicional sobre os preços ao longo de toda a cadeia, dos insumos aos produtos finais.
Em relação ao cenário técnico atual do petróleo, os compradores precisam retomar a resistência mais próxima, em US$ 95,50. Isso permitiria visar US$ 100,40; acima desse nível, uma quebra de resistência se tornaria bastante difícil. O alvo mais distante está próximo de US$ 103,40. Se o petróleo cair, os vendedores tentarão assumir o controle da marca de US$ 92,54. Se forem bem-sucedidos, uma quebra dessa faixa representaria um duro golpe para os compradores e empurraria o petróleo em direção à mínima de US$ 89,54, com a perspectiva adicional de atingir US$ 87,10.
You have already liked this post today
*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

