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23.06.2026 05:28 PMA mecânica dessa licença é crucial. Ela permite que praticamente qualquer comprador adquira e pague pelo petróleo iraniano, incluindo refinarias norte-americanas, embora algumas ainda hesitem em assumir riscos reputacionais e regulatórios. Para Teerã, trata-se de um importante alívio econômico, oferecendo uma oportunidade legítima de recolocar seu petróleo no mercado global após meses de bloqueio.
Os sinais físicos de recuperação já são evidentes. Na última semana, o Irã exportou mais de 30 milhões de barris, enquanto o Qatar vem enviando um número crescente de navios-tanque de GNL vazios pelo Estreito de Ormuz, indicando preparativos para ampliar as exportações. Quatro petroleiros já atravessaram o estreito sem ocultar sua localização.
No entanto, há uma nuance importante a considerar. O mercado pode estar precificando um excesso de oferta antes que ele efetivamente se materialize, da mesma forma que anteriormente precificou uma escassez antes que as quedas na produção se concretizassem. O mercado petrolífero tende a exagerar os movimentos em ambas as direções. Essa observação é relevante, pois a atual queda do Brent para abaixo de US$ 78 por barril pode estar sendo excessiva caso a recuperação física da oferta leve mais tempo do que o esperado.
Atualmente, as negociações no Oriente Médio entraram em uma fase de prolongadas divergências técnicas, e os desacordos já começam a surgir. Vance afirmou que o Irã concordou em permitir a entrada de inspetores nucleares, enquanto Teerã contesta essa informação. Pela frente, permanecem questões complexas, como o programa nuclear iraniano, o status do cessar-fogo no Líbano entre Israel e o Hezbollah e a garantia de livre navegação pelo Estreito de Ormuz. Qualquer um desses impasses pode atrasar todo o processo por semanas.
Quanto ao panorama técnico atual do petróleo, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 74,85. Isso permitirá visar US$ 81,38, nível acima do qual será bastante difícil romper. O alvo mais distante ficará próximo de US$ 86,67. Caso haja uma queda nos preços do petróleo, os vendedores tentarão assumir o controle da marca de US$ 67,77. Se forem bem-sucedidos, romper essa faixa representará um duro golpe para as posições dos compradores, empurrando o petróleo para uma mínima de US$ 59,96 e, potencialmente, atingindo US$ 51,99.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

