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Ontem, os índices acionários fecharam sem direção definida. O S&P 500 recuou 0,33%, enquanto o Nasdaq 100 caiu 0,59%. Já o Dow Jones Industrial Average avançou 0,10%.
Os mercados acionários asiáticos registraram ganhos expressivos, alcançando máximas históricas à medida que o dólar americano enfraqueceu. O movimento ocorre às vésperas da divulgação de um importante relatório de emprego dos EUA, prevista para quarta-feira.
Os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas, reforçando as apostas dos investidores em possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve no meio do ano. A fraqueza do consumo, evidenciada pela estagnação das vendas, levou a uma reavaliação das expectativas para a política monetária. Esses números são interpretados como sinal de desaceleração do crescimento econômico, o que eleva a probabilidade de flexibilização monetária. Historicamente, expectativas de juros mais baixos favorecem ativos de risco, como ações, ao reduzir custos de financiamento e estimular o investimento.
O MSCI Asia Pacific Index avançou 1,1% e atingiu recorde histórico, enquanto o índice de mercados emergentes também alcançou novas máximas. O impulso tende a se estender a Wall Street: os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 já operavam em alta. As bolsas europeias devem abrir estáveis a levemente positivas.
Os Treasuries seguiram em alta depois que o rendimento do título de 10 anos caiu para o menor nível em cerca de um mês. O ouro, que costuma se beneficiar de juros mais baixos, avançou 0,5%, à medida que os mercados monetários passaram a precificar uma probabilidade um pouco maior de três cortes de juros pelo Fed neste ano — dois deles já totalmente incorporados aos preços.
A atenção agora se volta para o relatório de emprego e os dados de inflação a serem divulgados ao longo da semana, em busca de novos sinais sobre a política monetária, enquanto os mercados seguem sensíveis às preocupações com os elevados gastos em IA por parte das empresas de tecnologia.
O relatório de emprego será crucial. Uma leitura fraca pode aprofundar o movimento de aversão ao risco, caso se intensifiquem as preocupações com o crescimento econômico dos EUA. Por outro lado, um resultado sólido tende a aliviar parte dessas apreensões. Os economistas projetam um aumento de 65 mil vagas nas folhas de pagamento em janeiro, o melhor ganho mensal em quatro meses, e esperam que a taxa de desemprego permaneça em 4,4%.
Do ponto de vista técnico, no S&P 500, a tarefa imediata dos compradores é superar a resistência mais próxima em 6.961 pontos. Um rompimento sustentado acima desse nível indicaria potencial de alta e abriria espaço para um avanço até 6.975. Uma prioridade adicional para os altistas é manter o índice acima de 6.989, o que reforçaria o controle dos compradores.
Em um cenário de queda do apetite por risco, os compradores devem buscar suporte próximo de 6.946. Uma quebra abaixo desse patamar poderia empurrar rapidamente o índice de volta para 6.930, abrindo caminho para 6.914.