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O dólar está novamente sob pressão e a demanda por ativos de maior risco voltou.
Os dados revisados para cima sobre o crescimento da economia dos EUA no terceiro trimestre não conseguiram fortalecer o dólar, uma vez que os indicadores do mercado de trabalho e da inflação continuam a sinalizar a necessidade de novos cortes de juros.
O relatório mostrou que o PIB dos EUA avançou 4,4% no terceiro trimestre, acima das estimativas iniciais. No entanto, o otimismo gerado por esses números foi de curta duração. Atualmente, muitos participantes do mercado concentram-se em sinais de enfraquecimento do consumo, da formação de capital das empresas e nas fragilidades do mercado de trabalho, fatores que podem indicar uma desaceleração do ritmo econômico. Além disso, as expectativas em relação à trajetória futura da política monetária do Federal Reserve seguem exercendo pressão sobre o dólar. Ganha força a especulação de que o Fed possa iniciar cortes de juros já no primeiro trimestre de 2026, como forma de sustentar a atividade econômica.
Na primeira metade do dia, são aguardadas as divulgações dos PMIs de manufatura, de serviços e do PMI composto da zona do euro, além de um discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde. Esses eventos tendem a influenciar o sentimento dos traders e a dinâmica do euro. Leituras acima do esperado podem sinalizar crescimento mais resiliente e oferecer suporte à moeda única, enquanto resultados abaixo das projeções podem aumentar a pressão sobre o euro. Já o discurso de Lagarde não deve ser o principal catalisador do dia, uma vez que os principais pontos de orientação já foram amplamente abordados ao longo da semana, tornando improvável a apresentação de novidades relevantes.
Em relação à libra esterlina, a atenção dos traders também se volta para a divulgação da variação das vendas no varejo do Reino Unido, bem como dos PMIs de manufatura, de serviços e do PMI composto, todos previstos para a primeira metade do dia. O dado de vendas no varejo reflete o sentimento do consumidor e a dinâmica da demanda interna. Resultados positivos podem ser interpretados como sinal de uma economia mais saudável e, assim, favorecer a libra. Os PMIs, por sua vez, oferecem uma leitura abrangente da atividade empresarial nos principais setores da economia. Leituras acima das expectativas tendem a sustentar a moeda britânica, enquanto números fracos podem exercer pressão adicional.
Caso os dados fiquem próximos às projeções dos economistas, a estratégia mais adequada é a de reversão à média. Já resultados significativamente acima ou abaixo das expectativas favorecem a adoção de uma estratégia de momentum.